
Voltei a ler Bernard Cornwell.
Comecei há alguns anos com O Rei do Inverno, o primeiro da Trilogia As Crônicas de Artur. Depois veio O Arqueiro, o primeiro da trilogia A Busca do Graal. Semana passada comecei com O Último Reino, abrindo a saga Crônicas Saxônicas. Já estou no 2o volume e vi que o 4o, que chegou às lojas mês passado, está entre os mais vendidos desde então.
Quando acompanhei as histórias do arqueiro Thomas de Hookton soube da existência de São Guinefort, de quem ele dizia ser devoto, mas não dei muita atenção. Agora, procurando por uma comunidade de Bernard Cornwell no Orkut, soube que a história de São Guinefort é real:
Guinefort era da raça Greyhound e foi deixado em casa junto com uma criança dormindo enquanto seu dono saiu para caçar. Tudo isso ocorre perto da cidade de Lyon, França, no século XIII. Neste meio tempo, surge uma cobra que ameaça a segurança do filho do caçador e Guinefort parte para cima.

Tarot of the Sevenfold Mystery
Quando o homem retorna para casa, a primeira coisa que vê é o cachorro, que vem ao seu encontro com sangue na mandíbula. Procura a criança no berço e não a vê, presumindo que ela foi atacada por quem, na verdade, a salvou. Sem pensar duas vezes, mata Guinefort cego pela raiva. Neste momento, ouve o choro da criança e a descobre ilesa com a cobra despedaçada ao lado.
Tarde demais para fazer alguma coisa, ele enterra Guinefort e ergue um pequeno santuário em sua homenagem. O cão, agora transformado em mártir, começa a receber visitas dos moradores da região e cidades próximas que rezam no seu túmulo, pedem favores e são atendidas. O culto ao “São” Guinefort é veementemente refutado pela Igreja, mas isso não diminui a fé de seus devotos.
No geral, São Guinefort é considerado o protetor das crianças, mas não posso deixar de pensar nos animais maltratados e entregues à própria sorte todos os dias.
Robert Place, autor de alguns baralhos de Tarot, é apaixonado pela raça e colocou muitos Greyhounds no trabalho em andamento Tarot of the Sevenfold Mystery – peguei a ilustração da Papisa como exemplo.
Na lateral aqui do Z tenho link para alguns Protetores, caninos e felinos, do Rio e São Paulo – pessoas dedicadas a cuidar e providenciar abrigo para animais abandonados. Vou encomendar a proteção de São Guinefort para eles e para o amigo Alexandre, visitante aqui do blog, que parece estar seguindo pelo mesmo caminho.
Marque na agenda: dia 22 de agosto é dia de São Guinefort. :)
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Não existe amor mais incondicional de um cachorro.
Marcelo, se me permite, gostaria de colocar este texto no blog que estou montando sobre animais de rua.
Claro, Alexandre, pode copiar. E que São Guinefort te auxilie neste projeto.. ;)
[]’s
Amo cachorro e serei eterna defensora deles. Louca já briguei na rua pq vc um cara chutando um cachorro machucado, e qndo completamente sem querer ‘atropelei’ um cachorro, q não morreu, quase entrei em depressão… é sou assim meio canina, tenho três em casa e vira e mexe ajudo a achar casa pros q moram na rua… e sobre o post, a partir de hj serei devota de São Guinefort.
beijos
Oi, Sentimental. Tenho mais queda por gatos do que por cães – tenho 4 felinas em casa e quem disser que gatos são impessoais e interesseiros é porque não sabe nada de nada sobre o assunto, definitivamente. ;)
Salve, São Guinefort!
[]’s
Pois é, tmb gosto de gatos, acho q eles são muito inteligentes e não tem nada de interesseiros, são mais ‘introspectivos’, mas depende muito do dono, da criação q recebem, e apesar do meu gostar por ele a minha alergia consegue ser maior q meu sentimento… beijos